sexta-feira, 15 de junho de 2012

II Edição do Festival de Música Bahia Café Hall


Acaba amanhã dia 15/06 (sexta-feira), a votação da segunda edição do Festival de Música Bahia Café Hall com mais de 150 bandas inscritas, de vários estilos musicais de Salvador, concorrendo a chance de ser uma das 16 selecionadas para tocar no festival junto a outras bandas de destaque no cenário nacional.

O Festival Bahia Café Hall acontecerá durante todas as sextas de julho, a partir do dia 06, até o dia 27/07/2012.

O Blog Nós na Cidade entrevistou duas bandas concorrentes do Festival para conhecê-las mais de perto. Na verdade é uma banda de pop rock e um cantor de rap. A Banda Altofalante com Quatro integrantes - Marco Branco (Vocais), Ângelo Rosário (baixo), Allan Villas Boas (Bateria), Lucas Dourado (Teclados). E o cantor de Rap Ailson Leite, mais conhecido como O Homem Negro, mesmo nome inclusive do seu clipe que está concorrendo no festival.

O que eles tem em comum? Muito profissionalismo, garra e objetivo de tornar conhecida a música deles, cantando nas canções seus sentimentos e anseios, formando um público cativo e trabalhando muito para poder alavancar a carreira. Para conhecer mais confiram as entrevistas com a Altofalante e O Homem Negro respectivamente e votem na sua favorita na página do festival aqui

Com vocês a Banda Altofalante

"ser artista, ser cobrado, ser visível, ser amado e odiado por quem nem sei... se entregue, não tenha receio do que vão dizer, não existe uma receita pra o que for fazer..."  e a gente ta seguindo por esse caminho... 
Marco Branco (Vocais), Ângelo Rosário (baixo), Allan Villas Boas (Bateria), Lucas Dourado (Teclados).

Nós na Cidade: Quando a banda começou?

Altofalante: A banda começou na cabeça de dois integrantes (Marco e Ângelo) no primeiro semestre de 2011, mas a forma com que chegamos a outras pessoas para integrar o grupo foi muito rápida e quando percebemos todos já estavam juntos. A ideia sempre foi montar um trabalho autoral, dai começamos com uma pré produção de todas as composições existentes,  trabalhando ao menos uma vez por semana. Isso foi um processo de conhecimento muito grande, tanto entre os integrantes, quando no desenvolvimento de identidade musical do grupo. A gente tinha certeza que estávamos indo na contra-mão de tudo, porque geralmente as bandas querem tocar primeiro, fazer shows e a partir dai ver o que acontece e a gente decidiu arriscar montar uma estrutura antes e depois ver o que acontece. No fim do ano de 2011 o guitarrista (Mário Filho) teve que sair do projeto, o que causou alguns atrasos em nossa agenda de planejamento, mas estamos aqui, mais fortes do que nunca e levando nosso sonho cada vez mais um passo a frente.

Nós na Cidade: Como surgiu o nome da banda?

Altofalante: O nome da banda é uma ideia definitiva de Marco Branco. Acho que ele tinha tentado montar uma banda com esse nome antes e de fato tem tudo a ver conosco - soa direto, divertido, sério e contagiante (...) é um título bem sugestivo (e já tem banda por ai com o nome bem próximo ao nosso) ano passado decidimos dar inicio num processo para registrar esse nome, que de fato fala muito da banda por si.

Nós na Cidade: Qual a importância do Festival de Música ibahia para a carreira de vocês?

Altofalante: É imensamente válido para nós! Como qualquer banda iniciando carreira, a gente quer levar nosso som as pessoas, a gente quer formar um público e nosso entusiasmo é enorme diante dessa possibilidade. A resposta inicial nas redes sociais está funcionando com um termômetro para nosso trabalho.

Nós na Cidade: Quais os planos para deslanchar a carreira e se tornarem mais conhecidos? Esses são os objetivos de vocês?

Altofalante: Planos nós temos, e muitos! (...). Começamos a divulgação nas redes sociais está completando um mês e esse era parte de um dos planos. São 4 canções e duas já foram oficialmente lançadas. Gravamos com nosso grande amigo e parceiro Irmão Carlos (da banda Irmão Carlos e o Catado) e mixamos esse material com Lisciel Franco, no Rio de Janeiro. Pretendemos gravar mais algumas faixas até o fim do ano e a depender de como tudo gire, desde ao lado financeiro e até a resposta final do público, a gente lança nosso EP no inicio de 2013. Estamos planejando também a gravação de um clipe, que seria da nossa primeira música de trabalho -  Receita - e trabalhando uma ideia de fazer uma espécie de promoção, que não definimos ainda, para sortear um número de pessoas na fanpage do Facebook para participar dessa gravação. Achamos que a galera que nos segue nas redes vai se animar muito com essa ideia.

Nós na Cidade: Vocês vivem de música?

Altofalante: Viver de música com a Altofalante ainda não, até porque muita coisa começou agora e atrair contratantes dentro do contexto que estamos inseridos, da vertente do pop e do rock não é uma tarefa fácil de assumir. (...). Nosso repertório atual vai desde as canções autorais aos covers e versões de outros artistas.
Cada um tem um trabalho paralelo e graças a Deus se não fosse isso não estaríamos aqui, mas a gente quer cada vez mais concentrar a Altofalante como nossa maior fonte de renda. Cada um, individualmente já tocou em outros projetos e cada um já ganhou uma graninha com isso, mas quando se fala de uma banda é necessário investir tempo e dinheiro, fora o fator sorte que é imprescindível. A gente acredita que música dá dinheiro sim, e dá demais! Agora existem muitas coisas dentro desses parâmetros e é preciso tentar, montar um trabalho que a gente se sinta bem, goste e que essa vibe positiva alcance e toque as pessoas.

Confiram a canção Receita

O Rapper do Homem Negro – O Andarilho Solitário


Nós na Cidade: Quando começou a fazer rap?

O Homem Negro: conheci o rap em 95, comecei a cantar rap em 2005

Nós na Cidade: O que é fazer rap para você?

O Homem Negro: Fazer rap é colocar pra fora toda a minha sensibilidade em forma de poesia, é a expressão do meu espírito.

Nós na Cidade: Qual a importância do festival de música para sua carreira como músico?

O Homem Negro: Bom, eu já estou na estrada à espera de uma grande oportunidade faz tempo e acredito que  festivais como esses é uma oportunidade para divulgar o meu trabalho e de outros artistas independentes que carecem de oportunidades.
  
Nós na Cidade: Quais seus planos para deslanchar a carreira e se tornar mais conhecido? Esse é seu objetivo?

O Homem Negro: Continuar estudando e criando música, enquanto a me tornar mais conhecido acredito que todo sucesso e felicidade na vida é fruto de muito trabalho e força de vontade para vencer os obstáculos, quando resolvi ser músico alternativo sabia das dificuldades que iria enfrentar. Meu objetivo  é que o  público reconheça meu trabalho pela minha música.

Nós na Cidade: Você vive de sua música?

O Homem Negro: Infelizmente não dá pra viver de rap ainda, sou professor de filosofia, trabalho como ator e produtor artístico, já fiz alguns shows, mas nunca recebi nada pra cantar. Música rap em salvador ainda não dá dinheiro, não existe um mercado amplo, a maioria dos shows de rap em  nossa cidade é feita de maneira alternativa os próprios artistas se articulam e promovem os eventos. Mas continuo acreditando que o rap baiano terá seu espaço no mercado musical.

Confiram O Clipe Oficial

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